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São José dos Campos será pioneiro na instalação do sistema Lean

A Prefeitura de São José dos Campos trabalha para adotar o modelo de gestão criado pela Fundação Toyota, nas unidades de saúde do município. O sistema chamado Lean deverá otimizar recursos financeiros e humanos, além de agilizar o atendimento à população.

A cidade, que será a primeira do Brasil a implementar o Lean na rede básica de saúde, tem como objetivo padronizar e organizar todo o sistema do setor, para atender de maneira mais ágil e menos burocrática. Segundo a diretora do Departamento de Atenção Básica, Carolina Buck, diversos processos serão facilitados, como por exemplo, a distribuição de medicamentos. "Vamos melhorar o acesso da agenda médica, vamos tirar algumas burocracias no pedido e distribuição de medicamentos e agilizar o processo para abertura de um cartão SUS nas unidades."

Além disso, o sistema evitará que o paciente tenha que se deslocar com tanta frequência dentro da UBS. "Para quem precisa de uma vacina, vamos melhorar o processo interno para que a pessoa entre, faça o que tenha que fazer e vá embora, além da mudança do layout da área do pronto-socorro e a substituição de drogas injetáveis por outras de uso oral, quando recomendado."

Carolina pontua que, atualmente, a secretaria, junto com o Instituto Lean Brasil, está em fase de projeto para a estruturação do sistema. Na semana passada foi iniciado o processo de construção do programa em duas unidades: uma UBS tradicional e em uma UBS que conta com equipe da Estratégia Saúde da Família.

Segundo ela, essas duas unidades servirão de modelo para as a posterior instalação nas demais, já que se trata de um sistema complexo para ser inserido nas 40 unidades ao mesmo tempo. Vale ressaltar que toda a instalação não terá custos para o município, uma vez que o implemento na saúde é de interesse tanto da prefeitura, quanto do instituto.

Na rede pública, o Lean já foi adotado no Hospital Municipal, tendo apresentado bons resultados. Em curto prazo, a permanência dos pacientes de menor complexidade passou de 3 horas e 24 minutos para 1 hora e 55 minutos, uma redução de 56%. "Nossa expectativa é super positiva. Serão cerca de 500 mil pessoas beneficiadas. É uma inovação no atendimento de saúde brasileiro", conclui Carolina.

Fonte: DCI
Data: 13/11/2017