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Óxido nitroso é tema do Café da Manhã Anahp


Descoberto há quase 250 anos pelo químico inglês Joseph Priestley, o óxido nitroso (N2O) é usado a pouco menos que isso – mais ou menos 130 anos – como um poderoso gás anestésico. O dentista americano Horace Wells foi o primeiro a fazer uso clínico do gás, também chamado de hilariante, que persiste até hoje na ortodontia (embora não no Brasil) e também em centros cirúrgicos.

Desmistificar potenciais problemas e contraindicações do óxido nitroso, além dos benefícios clínicos e econômicos, foi o objetivo do Café da Manhã Anahp realizado na terça-feira (13), na sede da Associação, em parceria com a Air Liquide. O médico anestesista Marcelo Sperandio Ramos, do A.C.Camargo Cancer Center, além de instrutor no Centro de Ensino e Treinamento da SBA da Faculdade de Medicina do ABC, foi o palestrante convidado.

“O óxido nitroso é velho, mas não obsoleto”, ponderou o médico. “Uso desde meu primeiro dia de residência.”

Segundo o médico, o N20 permite uma recuperação mais rápida, reduzindo o tempo de ocupação de sala de recuperação anestésica. Embora se exija uma série de cuidados na administração e no pós-cirúrgico com uso do óxido nitroso, diz Marcelo, qualquer medicamento usado atualmente em anestesias possui prós e contras.

Para o médico, apesar das controvérsias sobre o uso do gás, relacionadas principalmente ao alegado potencial de eventos adversos pós-operatórios em pacientes, um anestésico que sobreviveu por tantos anos, mesmo com o avanço de novas drogas, não deve ser abandonado. “Ele é usado cada vez menos pelos novos anestesistas, às vezes por preconceito, por falta de hábito ou conhecimento. Acho que podemos fazer uma anestesia melhor com ele, embora seja possível fazer sem ele.”