Anahp | Área Restrita

Experiência do paciente passa por conectividade no leito


Instituições hospitalares cada vez mais inteligentes e tecnológicas formarão a base do chamado Hospital do Futuro. No entanto, inteligência ou tecnologia de nada adiantam se o paciente não estiver no centro, o que inclui oferecer melhor experiência e satisfação, inclusive no próprio leito. Este foi o foco do Café da Manhã Anahp realizado na quinta-feira (31), em parceria com a Evolutix.

A empresa, com forte atuação na área de hospitalidade, nasceu nos EUA e atua no Brasil há quatro anos. Por aqui, as parcerias com empresas locais (Alis e Tecgraf), além da PUC-Rio, é uma forte aposta para entender e adaptar soluções para o mercado local.

“Nossa visão, quando viemos do mundo de hotéis e cidades inteligentes para os hospitais, tem muito foco no conforto e bem-estar do paciente”, explicou Marcelo Tilio Monteiro de Carvalho, gerente de meio ambiente e segurança da Tecgraf. “Para que isso aconteça é preciso conectividade entre enfermagem, médico e paciente, para que a comunicação flua da melhor maneira possível.”

A grande aposta da empresa é prover uma plataforma digital que permita melhorar a gestão e a eficiência dos procedimentos, com foco no atendimento ao paciente. Trata-se de uma estrutura tecnológica de automação dos quartos, que pode incluir controle de cortina, termostato, interruptor de luz elétrica, TV e outros itens eletrônicos no quarto.

O elemento central é um tablet no leito que se integra aos outros equipamentos e dispositivos. O acompanhante pode também conectar o celular ao sistema, assim como médicos e enfermeiros. O objetivo é não só fornecer controle completo ao paciente, sem que ele precise levantar ou pedir favores, mas também uma gestão mais precisa e econômica para o próprio hospital, que pode fazer a gestão do consumo de energia no quarto.

Um caso de sucesso apresentado por Marcelo foi o do Copacabana Palace, tradicional hotel da capital fluminense. Lá houve um projeto de gestão de ar-condicionado que permitiu, a cada grau celso reduzido, 7% de economia de energia elétrica. Nos Hospitais Copa Star e São Lucas, ambos no Rio de Janeiro, há projetos em andamento.